Se EU fosse MINISTRO DA FAZENDA
Traçaria um plano onde macroeconomicamente se tenha um equilíbrio entre inflação, taxas de juros reais razoáveis e câmbio estável. Pior do que uma máxi ou sobrevalorização do Real são os fortes movimentos de curto prazo que desviam o planejamento operacional e financeiro das empresas, e que de um lado ou de outro sofrem ou sofreram com o árduo ''ajuste cambial''.
No que se refere a essa sobrevalorização do Real, defendo um controle em certos momentos de ''exagero'' ou ''euforia'' por parte dos mercados. Sou contra a compra direta de moeda estrangeira pelo Banco Central devido ao governo ter de emitir títulos em Reais para captação junto ao mercado, pagando altas taxas de juros como prêmio, enquanto a remuneração sob as reservas adquiridas na compra de dólares é muito menor, aumentando assim a já onerosa dívida interna brasileira.
Creio que nossas exportações, a despeito da taxa de câmbio, continuarão crescendo, devido principalmente ao crescimento mundial recorde dos últimos cinco anos. Porém, se houver uma desaceleração da economia mundial, os países emergentes, entre eles o Brasil, terão algumas sérias dificuldades. Por ora, creio ser necessária apenas a intervenção puntual no câmbio.





