Assunto pontual, o sistema de cotas mereceria minha atenção. Como ministro, promoveria um estudo mais profundo sobre essas cotas, analisando conteúdo, aprendizado, metodologia e, em especial, os porquês dessa diferenciação.
Explico: a partir do momento em que você cria ou estabelece diferenças entre alunos, coloca-se uma situação de inferioridade de um sistema diante de outro. Seria o aluno do ensino público dotado de conhecimento inferior àquele do ensino particular? Certamente não.
O correto e o que defenderia, enquanto ministro da Educação, seria a implementação de uma escola de qualidade, tanto no conceito quanto na prática. Escola essa que focaria o vestibular, traria conteúdos em pé de igualdade e, uma vez assim, habilitaria o aluno e futuro vestibulando para o mundo real.
De nada adianta os negros reivindicarem seus direitos - mais que merecidos - se na hora de cursar a faculdade se inserem na mesma pelo sistema de cotas. A ação viria lá de cima, a reação, de todos os alunos da rede pública. É preciso, como ministro da Educação, canalizar a energia em questões que realmente tomem novo rumo, promovendo a mudança no sistema.

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