Apesar de não me imaginar à frente de tal ministério, procuraria promover mudanças. Mudanças essas que, certamente, não seriam só em cultura, mas nas demais esferas. O país não está preparado para muita coisa. Uma delas, inclusive, é assumir uma postura de saber reivindicar.
Muitas vezes estamos prontos a falar de nossos direitos, mas jamais admitir nossos deveres. A cultura, em si, teria de pôr fim à lógica da vantagem, que está no trânsito, quando se tem um familiar ou amigo que resolve determinada situação, entre outras esferas. A cultura de bagunça é das mais difíceis de administrar.
Na cultura como manifestação, importante seria incentivar aqueles que de fato têm talento. Enquanto houver artistas medíocres tentando alguma coisa - e não conseguindo -, seja pela evidência momentânea ou pelo par de pernas, difícil será mudar a realidade. É o típico ''quando você acha que está ruim, há sempre um ex-Big Brother em busca de fama''.
Importante seria pôr fim ao conceito do pior, em que o público espera o pior e se oferece e fomenta o pior. O teatro precisa de mais respeito e seria tratado como tal. Combateria a ''involução'' dos dias atuais.

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