Num mundo de velocidade, onde passamos do forno a lenha ao microondas, do ferro de passar ao cabo óptico, onde o corpo não pode envelhecer, onde o ser humano tem que ser agitado e antidepressivo... Num Brasil de desigualdades sociais, de corrupção, penso que a educação e a cultura deveriam ser construtores da cidadania e de seres pensantes. A libertação, a transformação, vêm do pensar.
Investir na educação, sobretudo, na básica, elevar a escolaridade do brasileiro resultariam em maior participação na sociedade. A cultura nos dá trajeto de subjetividade, discernimento e entendimento de que a soberania de um povo depende da cultura e não de acordos duvidosos.
O primeiro passo está escancarado: combater a evasão escolar. A seguir, melhorar e muito, a escola pública. Um povo educado evita a manipulação, não se sujeita à política escusa que está aí em nosso país.
Importante ressaltar: levar um ser humano à humanização e ao pensar não é sobrecarregá-lo desde criança com aulas de línguas, Kumom, natação, e muito menos à obrigatoriedade de sucesso e de ser feliz em período integral.

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