Se EU fosse MINISTRA DA AGRICULTURA
Dentro do processo de reforma agrária, não dividiria terras e sim promoveria o conceito de agricultura estatal. O noticiário recente mostra os Sem-Terra protestando diante do Calçadão. Isso me comove muito, pois sei que, a exemplo de todos que pleiteiam seus alqueires de terra, o futuro não será nada frutífero.
Diante da tecnologia e da invasão das máquinas no campo, os bóias-frias não têm voz e nem vez. Os Sem-Terra também. Há a favela do campo e a favela da cidade, esta, muitas vezes constituída por aqueles que migram para a cidade.
No conceito de agricultura estatal, o governo federal compraria terras e contrataria a atual parcela que compõe a favela do campo para trabalhar nessas terras. Ao invés de destinar espaços, destinaríamos emprego e renda.
O governo criaria, também, uma cooperativa para comprar a produção, bem como Centros de Excelência voltados a exercitar, nos contratados, outras fontes de aprendizado, tais como ensinamentos de ordenha, pecuária, a criação de hortas, aulas de artesanato, entre outros. Dinheiro para tais iniciativas? Existe. O que falta são bons gestores.





