Recentemente foi implementada a lei Maria da Penha, que cria mecanismos para combater a violência contra a mulher. O que ocorre é que a lei foi criada sem o respaldo financeiro para, de fato, funcionar.
Se eu fosse deputado federal, faria um projeto de lei explicitando de onde sairiam as fontes de recursos e quais seriam as ações para combater a violência contra a mulher. Sugeriria a criação de casas-abrigo em todos os municípios, articulando politicamente com os demais governos.
Outro projeto de lei teria como alvo o agressor. Acredito que a palavra da mulher deveria constar como uma das provas principais, uma vez que dificilmente se obtém provas contra o agressor, há o medo de vizinhos, o silêncio de familiares. Defenderia, também, uma punição maior ao agressor, que raramente vai preso.
Nas salas de aula, do ensino fundamental aos bancos acadêmicos do curso de direito, sugeriria, como deputado, incluir a ''violência de gênero'' no currículo, quebrando, assim, a falsa lógica da relação de poder homem versus mulher: o homem aprenderia, desde pequeno, que lavar a louça ou chorar é prática comum e não afeta sua masculinidade.

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