Saúde, um dos principais desafios
A FOLHA publica hoje a terceira reportagem da série "Desafios do Paraná", que tem por objetivo debater as áreas prioritárias que exigirão mais atenção do próximo governador do Estado. Já foram discutidos os temas educação e segurança pública. Hoje o tema abordado é a saúde, uma das necessidades mais básicas de todo ser humano e também uma das principais deficiências não só do Estado, mas de todo o País.
De modo geral, a população que precisa de atendimento do Sistema Único de Saúde já está acostumada a longas filas de espera por um atendimento de urgência ou emergência; meses ou até anos por uma consulta com médico especialista para realização de exames mais complexos e para cirurgias eletivas. No Brasil o quadro é de caos e, certamente, no Paraná a situação deixa muito a desejar, mas não é tão ruim quando comparada à de outros Estados, na opinião do procurador de Justiça e coordenador do Centro de Apoio das Promotorias de Saúde Pública do Paraná, Marco Antonio Teixeira.
Apesar disso, o quadro levantado aponta para dois extremos. Em alguns casos, não há estrutura disponível para atendimento, principalmente nos pequenos municípios. Em outros, encontra-se estruturas ociosas por falta de profissionais, equipamentos ou recursos disponíveis para manter o serviço. Além disso, apesar de ter aumentado significativamente o aporte de recursos na área, o Estado ainda não atingiu os 12% do orçamento anual, como prevê a Constituição Federal. A previsão do governo estadual é atingir o percentual exigido por lei ao final deste ano.
O problema da saúde é bastante complexo e de difícil solução. No entanto, se as principais ações forem focadas na atenção básica, certamente reduzirá o atendimento de casos de média e alta complexidade. É importante que a população tenha acesso a um bom atendimento, que consiga realizar exames e procedimentos em um tempo razoável até porque essas ações irão contribuir para desafogar os hospitais. Outro ponto importante é fazer a
alocação correta de recursos, como destinar verba para áreas prioritárias, além de não deixar uma estrutura já pronta ociosa. Além disso, é importante que a população fique atenta e faça valer seus direitos.





