As longas filas por consultas, exames e cirurgias especializadas são um dos maiores problemas do setor de saúde pública no Brasil. A solução para isso requer planejamento, recursos e, principalmente, a união dos diferentes níveis do poder público. É por isso que merece reconhecimento a parceria entre o Ministério da Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde de Londrina e a Uniorte para ampliar o atendimento ortopédico aos 21 municípios da 17ª Regional de Saúde: Londrina, Alvorada do Sul, Assaí, Bela Vista do Paraíso, Cafeara, Cambé, Centenário do Sul, Florestópolis, Guaraci, Ibiporã, Jaguapitã, Jataizinho, Lupionópolis, Miraselva, Pitangueiras, Porecatu, Prado Ferreira, Primeiro de Maio, Rolândia, Sertanópolis e Tamarana.

A parceria que visa reduzir a fila dos pacientes com problemas ortopédicos foi oficializada na manhã de quarta-feira (9) e contou com representantes dos três envolvidos no processo. A expectativa é de oferecer, no primeiro momento, 400 consultas e 100 cirurgias por mês. Hoje, a fila de espera tem 27 mil pessoas apenas em Londrina.

Mas a ortopedia não trata apenas de números em uma fila. Uma cirurgia de joelho ou quadril pode significar a recuperação da autonomia de uma pessoa; um procedimento na coluna pode representar o fim de uma rotina marcada pela dor e pelas limitações. Quando o poder público consegue acelerar esse atendimento, o benefício ultrapassa a estatística e chega diretamente à vida dos cidadãos.

O investimento de R$ 13,8 milhões do governo federal para viabilizar o ambulatório demonstra que enfrentar as filas do SUS (Sistema Único de Saúde) exige também disposição para investir. A decisão de ampliar os valores pagos por determinados procedimentos, de modo a atrair a participação de hospitais privados no atendimento aos pacientes do sistema público, é outro mecanismo que pode ajudar a aumentar a oferta de serviços onde a estrutura pública, sozinha, não consegue atender à demanda.

Saúde pública eficiente é aquela que consegue enxergar o cidadão para além dos números. Cada pessoa retirada de uma fila de espera por atendimento é alguém que recupera tempo, autonomia, trabalho, mobilidade e dignidade. É nesse resultado concreto que devem ser medidos os esforços do poder público.

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