Depois da epidemia mundial de gripe A, que apavorou a população mundial em 2009, um novo "fantasma epidemiológico" volta a rondar o planeta. Desta vez, a preocupação é com a volta da poliomielite. Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde decretou emergência sanitária mundial, depois de detectar casos em mais de uma dezena de países e diante do risco iminente de contágio da doença. Essa é a segunda vez na história que a entidade declara emergência global por conta de uma doença – a primeira vez foi justamente com a gripe A.
Os casos seguem em escalada crescente, mas ainda estão localizados na África, Oriente Médio e Ásia. No entanto, o trânsito de pessoas pelo mundo e o grande número de refugiados sírios, que podem já estar contaminados pelo vírus, devem contribuir para aumentar o número de casos. Importante salientar que a pólio está erradicada do Brasil desde o início dos anos 90, segundo o Ministério da Saúde.
Apesar do status brasileiro, os esforços precisam ser redobrados. Em pouco mais de um mês, o País sediará a Copa do Mundo de futebol e receberá um grande número de turistas. Da mesma forma que há a preocupação com os problemas epidemiológicos brasileiros, como a dengue, por exemplo, há que se considerar os riscos trazidos por pessoas de outras nacionalidades. Por enquanto não houve manifestações do governo federal a respeito do controle epidemiológico durante o período da competição mundial, mas é certo que deverá haver um "rigor maior".
O Brasil conquistou alguns avanços em termos de saúde pública e a erradicação da poliomielite é um desses casos. No entanto, ainda há muito a evoluir. No País é registrada incidência de doenças ligadas a questões sanitárias, falta de higiene e de cuidados básicos. Hábitos simples, como lavar as mãos e higienizar alimentos antes do consumo, podem prevenir várias enfermidades. Além de prevenção, vigilância e controle é preciso desenvolver um trabalho de "educação" junto à população de risco.

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