Embora o Paraná e o município de Londrina apresentem um bom desempenho em ranking que avalia a execução dos serviços de saúde pública, medido pelo Ministério da Saúde, é salutar lembrar que a nota aferida está na casa dos 6 pontos, em uma escala que varia de 0 a 10. Comparativamente a outros Estados e cidades brasileiras que estão no mesmo patamar determinado pelo Ministério, o resultado é excelente. No entanto, quando se trata do atendimento oferecido às pessoas e do acesso à saúde pública, não é exagero afirmar que o percentual deixa a desejar.
As agruras vividas pelos cidadãos que dependem do Sistema Único de Saúde são constatamente relatadas em toda a imprensa. Longas esperas para atendimento em postos de saúde e hospitais, demora de meses para marcar uma consulta com médicos especialistas e para realização de exames e procedimentos, além de uma fila interminável para cirurgias são rotina para usuários do SUS. Panorama difícil de ser modificado.
Segundo o Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde (IDSUS), o Paraná oferece a segunda melhor saúde pública do País com uma nota de 6,23, enquanto Santa Catarina lidera o ranking com 6,29, diferença bem pequena entre os dois Estados. Já Londrina registrou média de 6,21, enquanto a primeira colocada no ranking, Vitória (capital do Espírito Santo) atingiu 7,08, seguida por Curitiba com 6,96. A média nacional ficou em 5,47. Por região, o pior resultado ficou com o Norte, que obteve média de 4,67.
Para medir o índice, é feito um cruzamento de 24 indicadores, dos quais 14 avaliam o acesso à saúde, enquanto outros 10 medem a efetividade do serviço de atenção básica, ambulatorial e hospitalar e das urgências e emergências. A intenção é utilizar os dados como subsídio para a formulação e execução de políticas públicas de saúde. A partir deste levantamento é de se esperar um novo direcionamento na condução da saúde pública em todo o País. As pesquisas só são úteis se os números expostos se transformarem em resultados práticos à população.

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