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Londrina

EDITORIAL

m de leitura Atualizado em 15/05/2022, 17:21

Saúde mental nas escolas

Projeto social relevante busca esclarecer e conscientizar sobre a discussão da saúde mental nas escolas públicas

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de maio de 2022

Folha de Londrina
AUTOR autor do artigo

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A corrida contra o tempo surtiu efeito e os imunizantes se mostraram eficazes na redução da mortalidade pelas complicações decorrentes do novo coronavírus. Após dois anos de vulnerabilidade e um sentimento de luto coletivo, o mundo passa, enfim, por um recomeço.

Com o sistema imunológico mais protegido contra a Covid-19, a rede de saúde volta suas atenções para a saúde mental. Um enorme passivo na área foi criado tamanha a gravidade da crise sanitária. É difícil encontrar alguém que não tenha perdido um parente, amigo, ou ao menos um conhecido para o vírus.

A ansiedade é um dos principais efeitos colaterais. Inquietação, falta de concentração e de ar, fadiga, ataques de pânico, preocupação excessiva, medo e boca seca, são sinais que devem ser levados em conta na avaliação para a busca de tratamento. Porém, não raramente, os sintomas são ignorados ou não percebidos.

Neste contexto, a Associação Senda, de Londrina, tem se destacado em um projeto social relevante que busca esclarecer e conscientizar sobre a discussão da saúde mental dentro de colégios públicos. A estratégia envolve palestras, slides, cartilhas e muito bate-papo. Desta forma, as psicólogas auxiliam professores e alunos a identificarem a ansiedade, quando é configurada uma crise, onde procurar ajuda e detalhes sobre o tratamento.

Apesar de um avanço geral na percepção sobre as principais doenças ligadas à saúde mental, a experiência deixa claro que o nível de conhecimento sobre ansiedade, depressão e outros males ainda é baixo. Mesmo entre aqueles que deixaram de considerar as doenças mentais como “frescura”, poucos são os que têm discernimento para prestar auxílio, ou identificar sintomas para encaminhar a pessoa a um profissional da área.

Desde o final de março, as profissionais percorreram sete escolas estaduais de Londrina, contemplando turmas do 8º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Segundo elas, são orientações básicas, mas essenciais.

Reportagem publicada nesta edição da FOLHA traz dicas de como identificar os sintomas e de como lidar com os sentimentos.

O momento é muito delicado e exige uma atenção especial dos profissionais da educação, que podem fazer a diferença na vida de um aluno que, porventura, tenha essa atenção negligenciada em casa.

Obrigado por acompanhar a FOLHA!