''O SUS é o melhor sistema de saúde que o Brasil já teve e um dos melhores do mundo''. A frase do coordenador Nacional da Pastoral da Saúde, Sebastião Geraldo Venâncio parece contraditória, uma vez que foi justamente a crise no setor que motivou a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a escolher, para a Campanha da Fraternidade deste ano, o tema ''Fraternidade e Saúde Pública''.
O problema, segundo Venâncio, é a falta de investimentos e de uma gestão mais eficiente no setor. O resultado são os problemas enfrentados pelos usuários do SUS, como longas filas de espera e dificuldades para obter remédios gratuitos, por exemplo.
Mas há luz no fim do túnel. A saída apontada pelo coordenador nacional da Pastoral da Sa© úde é a participação efetiva da sociedade na cobrança por melhorias no atendimento do setor público. E Venâncio acrescenta que a escolha do tema justamente em ano de eleições pode ajudar a gerar resultados concretos. ''O fato de ser ano eleitoral pode ser bom se as comunidades locais se organizarem e sugerirem que os candidatos assinem termos de compromisso com a saúde. Com isso registrado em cartório as pessoas devem acompanhar e cobrar que tudo seja realmente feito'', aponta Venâncio, que é graduado em Serviço Social e especialista em Pastoral da Saúde, Bioética e Dependência Química.

Sebastião Venâncio esteve em Londrina na quarta-feira para participar da Conferência sobre a Campanha da Fraternidade organizada pelo Núcleo de Pastoral da Universidade da PUC-Londrina. Na oportunidade, concedeu a seguinte entrevista à FOLHA.

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