Saudades de um tempo melhor iluminado
Para a empresária Julieta Caminhoto Rotondo, cuja família era proprietária de uma empresa de cinemas, os lanterninhas saíram de cena por conta da menor demanda nas salas de exibição.
''Havia a necessidade dos lanterninhas porque as sessões eram corridas. No Cine Augustus e no Cine Jóia, por exemplo, tínhamos cinco sessões diárias. Depois, passamos a exibir quatro sessões, foi tirado o horário das 18 às 20 horas, porque a frequência era menor. No tempo de ouro do café, o público era maior, a cidade era pujante e vinha muita gente de fora'', relembra dona Julieta.
Como as sessões atualmente são individuais e os gastos com um funcionário não se resumem somente ao salário, os lanterninhas perderam terreno. ''Sinto falta dos lanterninhas, especialmente se chego atrasada. Hoje, quando vou ao cinema com minha filha, esperamos a cena mais clara para podermos escolher um lugar adequado'', salienta a empresária, cujo pai inaugurou, em julho de 1934, o primeiro cinema da cidade, o Cine Londrina. ''Naquela época Londrina ainda dependia de Jataí e o primeiro filme exibido foi 'Daniel na Cova dos Leões'.''





