Satisfação e trabalho podem caminhar juntos
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domingo, 06 de julho de 2008
Thiago Nassif<br>Reportagem Local 
Afinal, o que eu vou ser quando crescer? Nasci para seguir essa carreira? Em diferentes etapas da vida, as perguntas ecoam e é difícil quem, realizado ou não, não tenha tentado se encontrar na profissão.
Hoje gerente geral do grupo que administra a franquia o Boticário em Londrina e região, Tânia Regina Tirola começou a trabalhar aos 16 anos. Primeiramente auxiliar administrativa, ela alimentava o sonho de ser bancária. ''Aos 20 anos, ingressei no mercado financeiro por onde fiquei por 14 anos. Trabalhei em três bancos e passei por todas as etapas: fui atendente, secretária, assistente de gerência e, finalmente, gerente de negócios''.
Estabilizada no universo de números e metas, Tânia decidiu se desligar de suas atividades e procurar outro rumo para a carreira. ''O sistema financeiro foi passando por grandes transformações e, como já estava cansada de suportar tantas pressões, optei por sair do banco''.
Pronta para novos desafios, Tânia descobriu, por uma amiga em comum, que a proprietária da franquia de cosméticos em Londrina estava em busca de uma supervisora para suas lojas. Sua história de vida começava a mudar naquele exato momento e o acaso se converteu em relação unha e cutícula. ''Foi amor à primeira vista: recebi a proposta, topei fazer a experiência e estou na empresa até hoje'', afirma a gerente, pra lá de satisfeita.
Dez anos após o ''amor à primeira vista'' com a empresa, Tânia tem a certeza: a evolução experimentada no mercado financeiro se repetiu no território da cosmética. ''Comecei fazendo a supervisão de lojas, depois auxiliei na administração da empresa, e hoje sou a gerente geral do grupo e operadora da franquia'', revela Tânia, atenta ao vaivém de dez lojas e 76 funcionários.
Como dica àqueles dispostos a se colocar no mercado e dar uma virada na carreira, a gerente recomenda manter o foco nas metas para crescer na profissão. ''Após um bom curso de faculdade, devemos focar um objetivo e correr atrás dele. Depois de conseguir um trabalho bacana, que vá de encontro aos seus objetivos, é importante vestir a camisa da empresa e buscar novos conhecimentos, não tendo vergonha, inclusive, de dizer que não sabe.''
A carreira em ascensão e o topo na profissão não podem ser sinônimo de relaxamento, segundo a gerente. ''Tento sempre observar os outros, tirar o máximo de informações e, principalmente, não parar de aprender nunca, pois nunca iremos saber tudo nessa vida.''
Consolidação e aprendizado contínuo caminham junto e são a eterna busca no mercado de trabalho. Isto consolidado, não há mais nada a temer, certo? Em se tratando das mulheres, o preconceito ainda bate à porta e vira mais uma barreira.
''Ainda há aquele velho conceito da fragilidade feminina, que a mulher não é provedora. Este conceito é totalmente ultrapassado, pois a mulher, apesar de toda fragilidade que demonstra, tem uma força muito grande, é muito guerreira, inteligente e também sensível, capaz de se colocar no lugar do outro'', pondera Tânia.
Atualmente com uma equipe composta 95% por mulheres, Tânia já vivenciou situação inversa, e aponta o espírito de equipe como a melhor saída. ''Nunca sofri preconceito por ocupar cargos de liderança e sempre tive um ótimo relacionamento com meus colegas. Na época de banco, cheguei a ser a única mulher na gerência com oito gerentes homens e nos dávamos muito bem, pois existia um espírito de equipe entre nós''.


