A confirmação de novos casos de febre amarela no Paraná e o alerta do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para um surto global de sarampo chamaram a atenção de autoridades da área de saúde. O esquema de vacinação que protege contra as duas doenças está disponível na rede pública e a divulgação do serviço se faz extremamente necessária por meio de campanhas de conscientização.

No Paraná, o boletim epidemiológico que monitora a ocorrência de febre amarela registrou cinco casos até quinta-feira (28). A última confirmação foi de um morador de Curitiba. Outros casos são de Adrianópolis (dois pacientes) e os demais estão em Antonina e Campina Grande do Sul.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a febre amarela e a Secretaria de Estado da Saúde recomendou que as equipes façam busca ativa nas áreas rurais em busca de pessoas não vacinadas.

Desde o início do ano, foram notificados 168 casos suspeitos de febre amarela em todo o Estado. Desses, 115 foram descartados e 48 prosseguem em investigação. Já em macacos, que são importante alerta sobre a circulação do vírus, foi confirmada sua presença apenas em animais encontrados mortos em Antonina, em janeiro.

Quanto ao sarampo, o Unicef emitiu o alerta de surto global depois de analisar os dados sobre a enfermidade em 194 países nos anos de 2017 e 2018. Segundo o órgão, o surto global já é preocupante e é puxado por dez países que tiveram aumento nos registros nos últimos dois anos. Entre eles, está o Brasil, que obteve o certificado de erradicação da doença há três anos e estava sem registros até 2017, mas superou os 10,2 mil casos no ano passado. O sarampo é altamente contagioso.

A entidade diz que 98 países reportaram mais casos de sarampo no ano passado do que em 2017 e dez foram responsáveis por mais de 74% do aumento dos registros no mundo: Ucrânia, Filipinas, Brasil, Iêmen e Venezuela foram os países que tiveram o crescimento mais expressivo no número de ocorrências da doença na comparação entre os anos de 2017 e 2018.
As causas para o aumento dos registros de sarampo estão sendo analisadas por especialistas. Seria uma dificuldade do acesso à população à saúde nos países em estado de alerta? O avanço dos movimentos antivacina teriam uma parcela de culpa? Ou seriam falhas na divulgação de campanhas? São hipóteses que precisam ser analisadas para que novas estratégias sejam adotadas no sentido de conter o avanço do sarampo.

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