As tragédias vindas da faixa de Gaza parece que colocaram uma faixa na boca e nos olhos dos senhores da guerra, que vivem da morte. A morte prematura e cruel, afinal são crianças e idosos tão somente com uma panela em busca de alimentos, vencidos até, buscam água potável, com pouco barro, mas especialmente buscam paz, um lugar para se viver em paz, assim como foi dado ao Estado de Israel, depois de peregrinar pelo mundo, sem um país. Todos merecem um pedaço de terra, por menor que seja para se viver e não somente para morrer a sete palmos, a parte que lhe sobrou neste latifúndio.

Quantas atrocidades e covardias cometidas pelos terroristas e pelo governo porque para quem morre de forma tão violenta, não importa quem puxou o gatilho ou quem disparou o míssil. A humanidade não aprendeu com as desumanidades do passado e em nome de ideologia supostamente de amor despejam ódio e rancor.

Os povos entram com suas vidas nesta guerra, os filhos jovens heróis mortos, mas heróis mortos são motivos tão somente de saudades, saudades do soldado desconhecido, todavia tão amado naquela família. Viemos e voltaremos ao pó, porém este percurso poderia ser menos tortuoso se a paz tivesse vencido a guerra.

Manoel Jose Rodrigues (assistente administrativo) Alvorada do Sul

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