Às vésperas do Dia da Água, 22 de março, o Instituto Trata Brasil divulgou um relatório mostrando que o Brasil não está muito bem colocado quando o assunto é saneamento básico. O País ocupa a 112ª posição de um ranking de 200 países conforme seu avanço na questão água e esgoto. O estudo foi realizado em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).
Se a situação do Brasil é ruim, o curioso é que outras nações mais desenvolvidas também não ficaram bem na avaliação, como os Estados Unidos (71º lugar) e a Suécia (66ª). Na primeira posição está um lugar que a maioria dos brasileiros desconhece, Palau, um país da Micronésia.
Para se entender o resultado do ranking é preciso saber que o estudo se baseia no Índice de Desenvolvimento do Saneamento, que vai de 0 (pior) a 1 (melhor). O índice leva em consideração tanto a cobertura do saneamento alcançado quanto a sua evolução recente. Os melhores colocados são aqueles que têm boas redes de esgoto e água ou as ampliou consideravelmente.
O Brasil, que apresenta grandes desigualdades regionais em saneamento, obteve uma nota baixa, 0,581. Segundo dados do Ministério das Cidades, 81% dos brasileiros têm acesso a água tratada, mas só 46% têm seus esgotos coletados. E nem todas as casas que contam com rede de esgoto têm os dejetos tratados em estações. Recurso natural precioso, a conservação da água é tema de debate e preocupação em todo o mundo. O uso irracional e a poluição em rios e lagos são os grandes vilões.
Além desse cenário preocupante, o relatório mostra que o ritmo de expansão de saneamento no Brasil vem caindo. Se em 2000 o serviço crescia a uma velocidade de 4,6% ao ano, a partir de 2010 o índice caiu para 4,1%. Nessa velocidade, a meta do governo federal em atingir a universalização da cobertura da rede de água e esgoto vai atrasar 20 anos. De 2030 para 2050.

mockup