Está nas mãos dos governantes a salvação do Instituto Agronômico do Paraná (o Iapar), que tem sede em Londrina e atravessa séria crise, por falta de assistência governamental. As lideranças regionais precisam mobilizar-se e interferir diretamente com as figuras mais expressivas do Governo vinculadas ao setor, destacadamente o ministro da Agricultura e Pecuária, Roberto Rodrigues (que é também agrônomo), o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (que é de Londrina e assumiu recentemente a pasta ministerial), o governador Roberto Requião e o secretário estadual da Agricultura, Orlando Pessuti. É preciso salvar essa instituição e não permitir que caia ainda mais de qualidade em seus trabalhos de pesquisa, para não perder credibilidade e, eventualemente, não mais contar com recursos que também lhe chegam do exterior. Pelo menos 58 projetos de pesquisa estão comprometidos, pela falta de pessoal, de equipamentos e de dinheiro. Faz dez anos que a escassez de verbas ronda o Iapar, que completa três décadas de existência e cuja lista de benefícios prestados é vastíssima. Faz muito tempo que não há contratação de novos pesquisadores, resultando na queda de qualidade de sua estrutura de pesquisa e tecnologia. Há vários anos não há reposição salarial em seus quadros, o que tem levado técnicos de extraordinária qualidade a irem embora. Alguns importantes projetos estão se desmantelando em face da situação, e não é exagero afirmar que essa importante instituição poderá cair no sucateamento se uma intervenção imediata não ocorrer. Inacreditável que essa decrepitude veio acontecendo ante os olhos das autoridades, entre elas o governador e o prefeito municipal este porque está próximo e deve ser um vigilante acerca das coisas que ocorrem no município, ademais por pertencer ao mesmo partido do governo federal, o que significa facilidade de acesso. Criado por verba federal, oriunda do antigo Instituto Brasileiro do Café, o Iapar é hoje uma autarquia estadual, gerida pelo governo do Estado, mas também capta recursos de instituições e pode ser socorrida por agentes políticos do Governo federal. Como acontecia no passado, quando havia união de lideranças regionais e as reivindicações eram levadas, de viva voz, diretamente às autoridades em seus gabinetes, isto precisa acontecer de novo. Um patrimônio que custou tanta luta das lideranças regionais para ser implantado, e cujo investimento foi também altíssimo, não pode cair no descaso dos governantes, dos políticos e outros líderes que, por não haverem participado das campanhas de outrora para obtenção de benefícios como este, imaginam não ter compromisso com a sua preservação.

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