Os professores e funcionários das universidades estaduais receberam melhorias salariais médias de 114% desde 1995. A conta é da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e considera também a implantação do Plano de Cargos e Salários em 1997. O plano de carreiras possibilitou ainda aos professores com especialização, 15% de incentivo à titulação; 45% para mestres e 75% para doutores. Foi implantada ainda a gratificação de 55% para dedicação exclusiva e a licença de seis meses para professores a cada sete anos de atividades de docência.
Estudos da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior indicam que o governo estadual gasta mensalmente R$ 488 por estudante universitário, ou R$ 5,6 mil por ano. O valor é oito vezes maior do que o Estado investe por aluno da rede estadual de ensino básico. O número de estudantes nas seis universidades estaduais hoje é de 61.046. Em 1994, era de 45.661, representando um incremento de 34%.
Investimentos Por possuir apenas duas instituições de ensino superior mantidas pelo governo federal (UFPR e Cefet), o Paraná é o Estado que proporcionalmente mais investe no ensino superior gratuito. Em 1994, os gastos eram de R$ 77 milhões. Em 2001, chegaram a R$ 304 milhões. E em 2002, devem chegar a R$ 352 milhões – 17% a mais que no ano passado.
Enquanto o Paraná tem apenas duas instituições de ensino superior mantidas pela União, Minas Gerais possui 12, com 54 mil alunos matriculados, quase o mesmo número de alunos da rede pública estadual de ensino superior do Paraná. O Rio de Janeiro tem sete universidades federais, com 56 mil alunos. Já o Rio Grande do Sul conta com seis instituições superiores bancadas pela União, com apenas 40 mil alunos.

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