''Se preço do petróleo fosse usado para indexar salário mínimo, trabalhador brasileiro deveria ganhar R$ 715,00''. A afirmação está contida em reportagem que abriu ontem a página Consumidor, no caderno Folha Economia.
Outras informações importantes contidas no texto servem para refrescar a memória do brasileiro. Há oito anos, quando o Plano Real entrou em vigor, o mínimo estava em R$ 64,79. Dinheiro suficiente para comprar 361,96 litros de gasolina. A triste comparação, na sequência: hoje, com o mínimo a R$ 200,00 pode-se comprar apenas 108,1 litros de gasolina.
A comparação é fruto de um estudo feito pelo consultor financeiro de Andirá, José Geraldo Sanches, com base em preços praticados na região onde mora e trabalho, o Norte do Paraná. Um levantamento importante, principalmente por despertar o brasileiro para uma realidade que o afeta diretamente.
Cada cidadão, do chefe de família ao mais novo dos filhos, arca com com os custos desta situação que o consultor detecta. E dizer que não é proprietário de carro é sintoma de puro desconhecimento. Pois, em algum momento, o cidadão vai depender de ônibus. Também o custo do combustível está no pão, no leite, no arroz e no feijão, além de compor planilhas de tudo o mais que se compra e se consome. É o peso de uma economia mal planejada e dependente. O brasileiro paga por isso e tem que excluir do poder os políticos que contribuem para o agravamento dessa situação.
Walter Ogama

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