Safra agrícola volumosa mesmo com redução
Ante todos os percalços motivados pela crise financeira que assola o mundo e a consequente retração dos mercados externos, a boa notícia é que a safra brasileira de grãos de 2009 será volumosa, mesmo que um pouco menor do que estava previsto. Uma colheita em torno de 135 milhões de toneladas é um volume generoso. Se destaques do noticiário falam de algumas quebras, sabe-se que isto acontece pela virtude de uma tradição brasileira de aumentos sucessivos de produção e produtividade no campo.
Se nem tudo é um roseiral, nem tudo é espinho. As informações mostram que o preço do milho está em fase de recuperação, prevendo-se boa colheita. Outro aspecto positivo é que houve queda no preço dos insumos. E os produtos voltados para o mercado interno têm perspectiva mais oti-mista. A estimativa é que a safra de feijão e de arroz aumente, com preços melhores do que foram no ano passado para os produtores.
No caso da soja houve condições climáticas desfavoráveis, mas é um fenômeno a que o agricultor está sempre exposto, independente de eventuais crises no mundo. Um desestímulo realmente ocorre pela retração dos compradores externos tradicionais, mas esta é uma situação que não durará mais que o tempo que essas correntes maléficas consomem, e inevitavelmente a normalidade se restabelecerá. Oscilações de colheitas e de renda irão ocorrer periodicamente, por fatores diversos, inclusive condições adversas do mercado, mas importa saber-se que há uma formidavel estrutura instalada no Brasil, com satisfatório grau de tecnologia e know-how já avançado dos produtores. Estes são progressos que não retrocedem. No caso brasileiro, perspectivas de safras abundantes não são um sonho aleatório mas realidade um privilégio que a grande maioria dos países do mundo não possui. Acreditar no vanguardismo brasileiro em produção alimentar não é portanto uma fantasia mas uma convicção que se estriba no histórico das colheitas.
E imaginar que os mercados compradores transnacionais não irão se recuperar é, sim, um exacerbado afundamento na descrença e no pessimismo. A humanidade inteira, mesmo que bafejada pelos maus ventos da crise financeira, também está atenta e adotando mecanismos de defesa. Alguns paises de peso estão acenando com a adoção de exagerados protecionismos de seus próprios produtos, em detrimento das importações, mas por outro lado outras nações fortes estão alertando que esta não é uma boa política.





