Sacrifício faz parte do jogo
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de maio de 2008
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Pessoas em diferentes etapas da vida profissional avaliam de forma diferente o preço do sucesso. O jovem executivo acredita valer a pena sacrificar áreas da vida pessoal pela conquista profissional. O executivo realizado muitas vezes lamenta o tempo que deixou de passar com a família e os amigos.
Sylvio Kauffmann, professor e consultor de RH, está no segundo grupo. O ex-bancário viajava durante longos períodos e nunca conseguia sair no horário da empresa. Cheguei a ficar internado trabalhando com o notebook no colo, a pedido da empresa, conta. Com filhos adultos, Sylvio pensa que se pudesse voltar atrás, passaria mais tempo de qualidade com eles.
Os mais jovens acham não ser tão grande o sacrifício. Tania Centenaro, analista de controladoria, já deixou de ir a aniversários, festas, casamentos e teve os estudos prejudicados por não ter hora para sair da empresa. Penso que quando tiver filhos terei que adaptar meu tempo, mas não me imagino em casa assistindo à sessão da tarde, eu gosto deste ritmo, explica Tania.
Para alguns, focar no objetivo justifica o esforço. André Grassi, analista de sistemas, tem o sonho de contruir uma casa grande. Acabo trabalhando tanto que fico esgotado, sem energia no fim do dia. Mesmo nos finais de semana não consigo me desligar do trabalho. Para André, até dores nas costas, ansiedade e falta de tempo para os exercícios físicos valem a pena, tudo pela independência financeira.


