Vindo da Usina Hidrelétrica de Itaipu, onde havia trabalhado na diretoria de Concreto, fui contratado pela Prefeitura de Londrina para tocar as obras de infraestrutura dos Cinco Conjuntos, maior volume de obras já construídas em Londrina. Ao estudar os projetos, tive uma ideia e a repassei ao meu chefe engenheiro Lauro Atayde (in memoriam) e ele a levou ao secretário de Obras, Romeu Dematte Junior, e ao prefeito Antônio Belinatti que a aprovou na hora achando que tínhamos muita sensibilidade ao propor modificações no projeto desse grande empreendimento habitacional. Como o conjunto Milton Gavetti era cortado ao meio pela estrada Londrina Warta, propus transformar a estrada em uma avenida reduzindo a largura da via e com a sobra de recursos da economia de asfalto fazer uma rua, onde em cada quarteirão faríamos, mini quadra de bocha, mini quadras de futebol de salão, quadras de jogo da velha, amarelinha, mesas para jogar xadrez e assim contemplaríamos todas as gerações de moradores em um incrível espaço de convivência de todas as idades. Essa obra serviria de exemplo para replicar em todos os bairros da cidade. Na época, o governo federal achou a obra um belo exemplo e a aprovou de imediato. Dava gosto ver as cores dos equipamentos enfeitando o lugar de moradia dos usuários e tudo gramadinho com o verde da grama dando destaque aos equipamentos. Essa obra chamou tanta a atenção do órgão financiador que quem veio inaugurar a rua da alegria foi o então presidente da Republica João Baptista Figueiredo, que teceu muitos elogios à obra. Sem dúvida, a obra se transformou na menina dos olhos do ex-prefeito Antonio Belinati. Nos meus mais de trinta anos como diretor de Obras Públicas já toquei muitas obras, mas essa pelo caráter social, pelo respeito à verba pública e pela beleza que ela empresta à cidade é uma obra que guardo com carinho no coração. A placa da obra está lá no Milton Gavetti testemunhando essa bela obras feita nos anos 70 na zona norte. Com essa narrativa, presto homenagem ao dr. Lauro Atayde e ao ex-secretário de Obras Romeu Dematte Junior que aprovou nossa ideia.

Virgílio Moreira (engenheiro civil) - Londrina

Londrina está decadente?

Olha, está difícil morar em Londrina. Moro na zona sul e dia sim, dia não, falta água. Semana passada, onde moro, foram três dias sem água. Ligava para a Sanepar e informavam que estava tudo certo. Como certo se as torneiras não tinham um pingo de água? Frequentemente, apagão, tudo escuro! Reclama com a Copel e não resolvem nada! A internet, vira e mexe desaparece! Londrina aos 91 anos, cidade atrasada, uma vergonha! O que estão fazendo com a nossa cidade?

Sidney Girotto (médico) - Londrina

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