Rombo nas contas públicas

A notável e livre imprensa do Brasil mostrou que alguns funcionários comissionados de Goiás vão até a Assembleia Legislativa batem o ponto e, simplesmente, vão embora. Pelo que parece, isso acontece em diversos lugares do Brasil, sem que as devidas providências sejam tomadas. Além desse exemplo, há ainda o número dispensável de comissionados em todos os escalões das administrações públicas brasileiras; os chamados cartões corporativos que já foram denunciados em diversos veículos da imprensa; as verbas inúteis, tais como bônus, viagens; carros belíssimos para os eleitos; lembro aqui, só de passagem, que Lula exibia quando presidente ternos Georgio Armani (dizem que custam hoje R$ 10 mil); estatais improdutivas que poderiam ser vendidas; usinas não terminadas, cujas verbas astronômicas já foram consumidas por "alguém"; corrupção deslavada e não punida em diversos setores; mais de 30 ministérios, alguns inúteis como o da Pesca; e tantas outras atividades que só demonstram incompetência na administração pública. Em contraprestação, a presidente quer aumentar impostos para cobrir o tal rombo do orçamento para o ano próximo. Será que esse rombo não poderia ser coberto sem sacrificar mais ainda a sociedade brasileira? Em setembro chegamos à soma de R$ 1 trilhão arrecadado com impostos. O que é feito com esse dinheiro, se tudo está parado até as obras, estritamente necessárias? Por que o governo não faz os cortes devidos na própria administração pública e depois, se precisar, impõe novos impostos?
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) - Londrina




Quem tem medo do impeachment?

As conversas sobre o impeachment da presidente Dilma parecem ter arrefecido um pouco. A razão ainda não me é clara. Porém, um motivo, sem dúvida, é a propaganda terrorista feita pelo PT em todas as mídias. Primeiro chamando aqueles que querem seu impeachment de golpistas; como se fosse golpe a aplicação da lei. Depois, desqualificando aqueles na linha de sucessão da Presidência: Temer, Cunha e Renan. Algo como, "ruim com Dilma, pior sem ela". E o besteirol não para por aí. Sem dúvida, você já escutou alguém dizer: "o PT não inventou a corrupção". Como se isso fosse algum tipo de justificativa para mantê-los no poder! Pois esses raciocínios ilógicos somente socorrem àqueles que se beneficiam do status quo. Ora, não cabe questionar se quem vier após Dilma será melhor ou pior do que ela. Isso será um problema para o futuro. Caso seja confirmado o impeachment (e eu espero que seja), a saída da presidente se dará por um imperativo legal, e não por uma conta de custo-benefício.
JOÃO PAULO SHINITI ITIMURA YAGUI (advogado) - Londrina




Renovação do pedágio

Gostaria de saber por que os deputados estão interessados em propor a renovação dos contratos das concessionárias de pedágio no Paraná, visto que os mesmos vencerão somente daqui seis anos. Pelo que sabemos, alguns dos "nobres" deputados recebem dinheiro para suas campanhas eleitoreiras dessas concessionárias. Interessante também é que esses deputados não aprovaram o "pedagiômetro", proposta de Tercílio Turini, pois seria mais fácil saber o quanto somos roubados quando comparamos com os pedágios de Curitiba até Florianópolis e totalmente em pistas duplas. Penso que os deputados, incluindo o governador Beto Richa, não estão aptos a estudar essa renovação e muito menos têm a confiabilidade do povo para que isso seja feito. É preciso encontrar outra maneira de se fazer esse estudo. Com a palavra os que realmente pagam para ir e vir sem direito a opções.
ANTONIO DOS SANTOS JOTA (corretor de imóveis) - Londrina




O povo quer saber!

Londrina e região metropolitana contribuíram decisivamente para a eleição dos deputados estaduais Cobra Repórter, Tercílio Turini e Thiago Amaral. Está na hora de nossos representantes saírem do ostracismo e responderem às perguntas constantes nas ruas, tais como a causa da crise financeira do Estado; por que não houve investigação para passar a limpo as derrapadas e os responsáveis pelo insucesso; quais foram os cortes de despesas feitos pelo governo do Estado para pôr as contas em ordem, sem tirar apenas do lombo do povo; como é possível num caixa tão carente, ignorar fraudes na arrecadação de ICMS; como é possível deixar contas de serviços cotidianos inadimplentes e pagar por obras longe de serem concluídas?
IZAIAS BITENCOURT MORAES (contador) - Londrina

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