Curitiba – Centenas de pessoas são esperadas hoje na Romaria do Trabalhador. O tema de debate deste ano será a flexibilização da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) e a pressão norte-americana para a implantação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).
Segundo Marilde Young, da executiva estadual da Pastoral Carcerária, a intenção é conscientizar os fiéis sobre os riscos que as duas propostas apresentam para a sociedade paranaense. A flexibilização da CLT poderia trazer a perda de conquistas antigas dos trabalhadores, como o salário-maternidade e o descanso semanal remunerado. ‘‘Na verdade, este projeto quer preparar caminho para a implantação da Alca. Teremos mão-de-obra mais barata e a formalização do emprego informal’’, avaliou.
A Alca, de acordo com a Pastoral Carcerária, poderá trazer desemprego e miséria. No México, por exemplo, com a implantação do Nafta (que uniu Canadá, Estados Unidos e México), a pobreza saltou de 45% para 75%. ‘‘Além disso, o país perdeu a soberania nacional. Não queremos que o mesmo aconteça no Brasil’’, disse.
Ela apontou ainda o exemplo da Argentina, que vive um caos social e o fechamento de grande parte das empresas nacionais. ‘‘Os argentinos foram radicalmente a favor da Alca. Eles serviram os interesses norte-americanos. Isto não os salvou da crise’’, alertou.
Na romaria, vai ser divulgada a realização de um plebiscito em setembro para saber a opinião popular sobre a Alca. O plebiscito será feito na semana da Pátria. A intenção é alcançar cerca de 6 milhões de votos.
Os participantes da romaria do Trabalhador vão sair de três pontos distintos (Paróquia São José, Paróquia São Martinho de Lima e Capela São Domingos). Eles vão se encontrar na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Belém, no bairro Centenário, região leste de Curitiba.(Luciana Pombo)

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