Românticos, uma espécie em extinção?
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de janeiro de 2003
Moacir Costa 
Frequentemente, tem sido abordada a questão da rotina, da monotonia e de como o dia-a-dia pode se tornar desinteressante. Nesse emaranhado de achados e perdidos, será que ainda sobra espaço para o bom e velho romantismo? Por mais que uma mulher seja independente, tenha carreira e seja ''dona do seu nariz'', ela ainda aprecia um homem capaz de gestos elegantes, atitudes românticas e que manifeste cavalheirismo. Afinal de contas, abrir a porta do carro, ceder a vez na hora de entrar num elevador ou se levantar para cumprimentar uma mulher, são atitudes de um homem bem educado.
É claro que hoje as mulheres são mais participativas em todos os setores, inclusive na intimidade. Mas em um namoro, a mulher ainda valoriza o homem que telefona no dia seguinte de um encontro, oferece flores, mostra-se bem humorado. E não é uma questão de ter ou não ter dinheiro. Não dá para jantar fora? Então leve-a para tomar um sorvete. Ou telefone de surpresa, no meio do dia, assim sem motivo. Tudo isso vale para namorados e para casados, e tem uma importância muito grande na questão do erotismo, no aumento da sensualidade.
Quando um terapeuta propõe a um casal a reavaliação da sua vida amorosa, não está se referindo apenas à inovação das habilidades sexuais, mas principalmente ao encontro romântico de duas pessoas. Pode parecer pouco, mas faz com que o outro se sinta mais desejado e valorizado. Ser romântico é demonstrar seus verdadeiros sentimentos e ser atencioso com quem se ama.
Certos homens inseguros e temerosos diante do crescimento profissional e político das mulheres, assumem uma postura intransigente, hostil e mesmo mal educada deixando de lado as boas maneiras. O homem que procura ser romântico, não deve lançar mão dessas atitudes mais atenciosas apenas para conseguir uma conquista ou enganar alguém. Pequenos cuidados e gestos românticos têm uma importância muito grande no envolvimento emocional e afetivo de um casal e devem ser praticados com a maior constância na vida cotidiana. Esse é um dos ingredientes que melhora a estima pessoal e facilita a boa convivência na vida a dois.
Moacir Costa é médico psicoterapeuta e autor do livro ''Vida a dois'' editora Mandarim
Serviço Caso tenha dúvidas sobre ''Sexo'', ligue grátis para o telefone: 0800-770-6543, de 2 à 6 feira, das 10h às 18h. O atendimento é realizado por médico ou psicólogo. Querendo saber mais acesse o site: www.projetoamarbem.com.br


