Absurdo o presidente do senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), o senador

Vanderlan Cardoso (PP-GO), o senador Luiz do Carmo (MDB-GO), Chico

Rodrigues (DEM-RR) e o governador de Goiás Ronaldo Caiado visitarem a

mineradora desativada de amianto em Minaçu GO, e cogitarem sua

reativação ignorando determinação do STF, da OMS - Organização Mundial

de Saúde-, a opinião da maioria da população brasileira e os demais

países que já proibiram esse produto comprovadamente cancerígeno.

São públicos e notórios os estudos comprovando que o lucro a curto prazo

da exploração do amianto não compensa as doenças decorrentes de seu

uso, principalmente o câncer que incapacita e gera despesas

previdenciárias. Nosso Senado pode e deve preocupar-se em melhorar as

condições de vida e trabalho da população ao invés de regredir

em práticas ultrapassadas visando apenas agradar doadores de campanhas

políticas. A sociedade brasileira, instituições públicas e privadas

não podem assistir a mais esse retrocesso gravíssimo e embasado em

argumentos toscos e infundados.

DANIEL MARQUES, historiador (Virginópolis)

Capitão do Exército

Sete meses antes da revolução de 31 de março de 1964, houve a greve que fortaleceu a união entre o PTB e PCB (Partido Comunista Brasileiro). A chamada “greve dos 700 mil” foi liderada pela CNTI e 78 sindicatos. Eles exigiam o reajuste salarial de 100% e as férias em dobro. Foi naquela época que houve o movimento, aliás a indisciplina dos soldados, cabos, sargentos, marinheiros e fuzileiros navais. Em 1962, eu ainda estava no Quartel do Exercito, lá também havia o foco da indisciplina dos sargentos. Sempre depois de expediente, os sargentos se reuniam num bar que ficava defronte do quartel. Percebendo a anormalidade, o todo poderoso capitão e comandante do quartel proibiu que os sargentos entrassem naquele bar, daí o ódio e rusgas. O convívio entre sargentos e o capitão ficou precário. Por isso o capitão passou a ter o contato direto com soldados. Coisa semelhante estaria acontecendo também com o capitão e presidente Bolsonaro. Ele está separado da mídia brasileira, mas não desquitado. Enquanto recebe uma chuva de críticas da imprensa brasileira. O presidente tenta namorar com os soldados da guerra (eleitores) pela rede social.

OSAMU ARAZAWA,contador (Londrina)

mockup