Riscos do amianto
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quinta-feira, 02 de maio de 2019
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Absurdo o presidente do senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), o senador
Vanderlan Cardoso (PP-GO), o senador Luiz do Carmo (MDB-GO), Chico
Rodrigues (DEM-RR) e o governador de Goiás Ronaldo Caiado visitarem a
mineradora desativada de amianto em Minaçu GO, e cogitarem sua
reativação ignorando determinação do STF, da OMS - Organização Mundial
de Saúde-, a opinião da maioria da população brasileira e os demais
países que já proibiram esse produto comprovadamente cancerígeno.
São públicos e notórios os estudos comprovando que o lucro a curto prazo
da exploração do amianto não compensa as doenças decorrentes de seu
uso, principalmente o câncer que incapacita e gera despesas
previdenciárias. Nosso Senado pode e deve preocupar-se em melhorar as
condições de vida e trabalho da população ao invés de regredir
em práticas ultrapassadas visando apenas agradar doadores de campanhas
políticas. A sociedade brasileira, instituições públicas e privadas
não podem assistir a mais esse retrocesso gravíssimo e embasado em
argumentos toscos e infundados.
DANIEL MARQUES, historiador (Virginópolis)
Capitão do Exército
Sete meses antes da revolução de 31 de março de 1964, houve a greve que fortaleceu a união entre o PTB e PCB (Partido Comunista Brasileiro). A chamada “greve dos 700 mil” foi liderada pela CNTI e 78 sindicatos. Eles exigiam o reajuste salarial de 100% e as férias em dobro. Foi naquela época que houve o movimento, aliás a indisciplina dos soldados, cabos, sargentos, marinheiros e fuzileiros navais. Em 1962, eu ainda estava no Quartel do Exercito, lá também havia o foco da indisciplina dos sargentos. Sempre depois de expediente, os sargentos se reuniam num bar que ficava defronte do quartel. Percebendo a anormalidade, o todo poderoso capitão e comandante do quartel proibiu que os sargentos entrassem naquele bar, daí o ódio e rusgas. O convívio entre sargentos e o capitão ficou precário. Por isso o capitão passou a ter o contato direto com soldados. Coisa semelhante estaria acontecendo também com o capitão e presidente Bolsonaro. Ele está separado da mídia brasileira, mas não desquitado. Enquanto recebe uma chuva de críticas da imprensa brasileira. O presidente tenta namorar com os soldados da guerra (eleitores) pela rede social.
OSAMU ARAZAWA,contador (Londrina)


