Rio+20 traz pouco avanço
O governo brasileiro foi duramente criticado pelo documento contendo as decisões da Rio+20 que será apresentado amanhã aos chefes de Estado que participarão da plenária final da conferência. O texto foi considerado como fraco e pouco ambicioso por organizações não governamentais e até por delegações de alguns países.
A principal crítica das ONGs é que o Brasil teria forçado o fechamento do texto de forma prematura, considerando que, a princípio, ele poderia continuar a ser negociado até amanhã, último dia da reunião. O documento, com 283 parágrafos, foi considerado descompromissado. Faltou a definição de compromissos e prazos. Ele levanta uma série de problemas ambientais, sociais e econômicos, mas não define ações a serem realizadas para solucioná-los e nem metas.
O documento que será assinado pelos chefes de Estado quase não avança na agenda do desenvolvimento sustentável e como é comum na cultura do brasileiro, joga para depois as decisões mais difíceis. A embaixadora brasileira na Organização das Nações Unidas (ONU), Maria Luiza Viotti, definiu o acordo como ''rico em potencialidades''. Mas o que são pontecialidades se não há como cobrar engajamento dos países em colocar essas propostas em prática?
Nas negociações para o fechamento do acordo foram removidos pontos importantes que estavam gerando conflito. É o caso da ajuda financeira dos países ricos para apoiar o desenvolvimento sustentável dos mais pobres. Também não foi adiante a proposta de criação de um fundo de 30 bilhões de dólares que seria levantado entre os países em desenvolvimento. Ambas as questões foram barradas pela jsutificativa da crise econômica internacional. Para alguns analistas, foi um avanço a criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que irão susbtituir os Objetivos do Milênio, incorporando critérios socioambientais. Mas também essa proposta ficará para ser implantada após definição por um comitê da ONU.





