Rio será sede das Olimpíadas
Por enquanto, é hora de comemorar e reconhecer a competência da missão comandada pelo Presidente Lula. Ele, em particular, exageros à parte, foi um bom articulador. Claro que outros fatores exerceram influência na escolha, como o fato de a América do Sul nunca ter sediado o grande evento esportivo. Mas fiquemos com os louros do esforço.
A euforia com a escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos não pode apagar da memória dos cidadãos os escândalos de irregularidades nas obras do Panamericano em 2007, também na capital fluminense. Os gastos com os jogos foram de aproximadamente R$ 3,7 bilhões, 800% maiores do que os previstos pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
E a prestação de contas de um valor tão alto é precaríssima, não resiste a uma análise técnica. Na verdade faltam explicações sobre a aplicação do dinheiro.
A previsão para a Olimpíada é de que os investimentos privados e públicos sejam bem maiores: cerca de R$ 28,8 bilhões.
Por isso, a declaração de Lula, para quem a escolha representa que provamos que temos competência para fazer a Olimpíada, é - no mínimo - exagerada. Deixemos a análise para o final, verificando o resultado das obras, a execução dos Jogos e, claro, a aplicação dos recursos.
Neste aspecto, a sociedade e instituições com poder fiscalizador, informal ou informal, têm papel relevante. Que a socidade não se deixe embebedar pela festa enquanto organizadores e políticos promovem outro tipo de farra, a dos desvios, superfaturamentos, etc.
Dentro das praças de competição, a grandeza do evento vai expressar a grandeza do desporto. Quem vai ao Rio de Janeiro em 2016, para acompanhar os Jogos Olímpicos, terá motivos de sobra para o seu encanto. A organização aposta em instalações com amplo reconhecimento mundial, como o Maracanã dotado de algumas estruturas construídas para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Mas são as belezas naturais que se destacam no projeto carioca, com competições nas praias, na Baía de Guanabara e na Lagoa Rodrigo de Freitas.
O legado esportivo é outra promessa dos cariocas. O Centro Olímpico de Treinamento, por exemplo, que permitirá a disputa de 20 modalidades nos Jogos, estará aberto à população ao término da competição. Já a Vila Olímpica deve se tornar um condomínio residencial, assim como já aconteceu com os Jogos Pan-Americanos.





