Rigor na punição de vândalos
Os brasileiros assistiram perplexos as cenas de violência provocadas por vândalos após o final do jogo entre Coritiba e Fluminense no último domingo, na capital paranaense.
Fotografias publicadas em jornais de todo o País e imagens transmitidas incansavelmente pela TV dão conta que dezenas de homens, a maioria trazendo no corpo as cores do ''Verdão'', destruíram o estádio Couto Pereira, agrediram o trio de arbitragem e policiais militares com pedaços de madeira, de cadeiras e até tripé de máquina fotográfica virou arma.
O que a imprensa nacional e as autoridades de segurança classificam como ''selvageria'', ''barbárie'' e ''vexame'', a página oficial na internet do Coritiba Foot Ball Club classificava como ''incidente''. Porém, o triste espetáculo da massa enfurecida invadindo o gramado não teve nada de acidental, mas uma atitude bem intencional.
A direção do clube ainda não se manifestou oficialmente. Assim como um pai deve reconhecer que o filho está errado para poder corrigí-lo e educá-lo, o Coritiba deveria parar de fingir que não tem nada com isso. Entre os seus torcedores, bons e dignos, está um grupo de vândalos que precisa ser punido, de preferência com prisão.
Eles destruíram um patrimônio e colocaram em risco a vida de muita gente. Há vítimas que permanecem internadas em estado grave em hospitais.
Fora isso, ainda há perguntas sem respostas. Dirigentes do Coritiba e autoridades da área de segurança têm que tirar uma lição da confusão de domingo à noite.
Lições que começam com algumas perguntas: onde estavam os seguranças contratados pelos organizadores conforme manda o Estatuto do Torcedor? Quantos policiais militares deveriam estar no estádio para garantir a segurança? As pessoas que protagonizaram as cenas de vandalismo deveriam ser barradas nos estádios?
A sociedade espera por essas respostas e aguarda também uma punição exemplar para os culpados. Para o time, resta amargar o rebaixamento para a segunda divisão e certamente a perda de mando de campo por uma longa temporada.





