RFFSA está fazendo vistoria em outras estações do Estado
Outras cinco caixas de água de estações do norte e norte pioneiro do Paraná estão sendo vistoriadas por um funcionário da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA). Segundo Paulo Sidnei Ferraz, chefe do escritório da rede em Curitiba, a determinação é que todo o tipo de roubo ou dano de imóveis da malha ferroviária detectados sejam registrados em boletim de ocorrência. Recebemos várias denúncias, ao longo de todo o trajeto, diz Ferraz.
De acordo com ele, o funcionário começou na última segunda-feira a percorrer o trajeto ferroviário que vai de Londrina a Ourinhos (SP), e de Ourinhos a Jaguariaíva (118 km ao norte de Ponta Grossa). Os imóveis estão à venda, já que a RFFSA está em processo de liqüidação. O esforço é para que todo o patrimônio seja conservado, preservando a história. Ferraz lembra que as estações de Uraí e de Serra Morena já estão sendo negociadas com as administrações locais desde o ano passado. Várias outras já estão revitalizadas, e hoje abrigam diferentes tipos de iniciativas.
Em Arapoti, o antigo prédio de madeira que abrigava a estação passa por restauro e irá se tornar um museu. Em Antonina, a nova estação será inaugurada em um mês. Até dia 31 de dezembro, será a vez de União da Vitória entregar sua revitalização para a comunidade. No mês passado, Cornélio Procópio inaugurou um museu e um Centro de Eventos nos imóveis que pertenciam à rede. Existem linhas de crédito estaduais e federais, e oferecemos um bom prazo para o pagamento, ressalta.
Outros imóveis estão sendo ocupados com fins residenciais. É o que ocorre nas estações de Jataizinho e Ibiporã. A RFFSA tem 800 imóveis locados no Paraná, mas Ferraz admite que há dificuldades em retirar as pessoas do local, e mesmo manter um controle de moradores e dos aluguéis. Há uma rotatividade muito grande, e é preciso rever contratos no caso da retirada dos inquilinos, afirma.





