Acredito que os números que trazem 8,2 milhões de brasileiros analfabetos podem ser revertidos. Hoje, no Brasil, temos proposições, educadores, teorias, práticas e metodologias disponíveis que possibilitam a mudança. Precisa haver vontade política. Uma revolução no sistema educacional não é feita por meio de ações pontuais. Trata-se de uma decisão política. É preciso garantir recursos, investimento político e assegurar quadros. Com dinheiro e sem uma boa equipe, vamos vivenciar, mais uma vez, um conjunto de boas intenções que não são postas em prática.
  A Espanha é um bom exemplo, sendo um dos países que mais têm produção teórica que serve de referência ao Brasil. Grande parte dos teóricos que ajudaram na revolução educacional espanhola hoje são nossa base. Por lá, foi feito um trabalho de longo prazo, com os professores nas províncias, há cinco gerações. Agora eles colhem os frutos. Isso não acontece de uma hora para outra. Mas é preciso começar.   Quando falo em começar, me refiro não somente à educação em si, mas ao sistema. É preciso tomar uma decisão de investir não somente na educação do sistema escolar, mas em todas as áreas.

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