Revolução digital
A estabilidade da economia, a manutenção do emprego e da renda da população garantiram aos brasileiros o acesso a bens que, durante décadas, ficaram restritos a uma pequena parcela da população. O crescimento do mercado imobiliário, automotivo, de móveis e eletrodomésticos e do varejo em geral é consequência de uma demanda reprimida, seja em função da pouca variedade de produtos, de preços altos ou de uma renda mais baixa.
Nesta semana pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas aponta que até 2016 o Brasil deverá contar com um computador para cada habitante, o que equivale a cerca de 200 milhões de equipamentos. Inicialmente, a estimativa era que essa média fosse atingida em 2017. A antecipação foi prevista devido ao crescimento das vendas de tablets, equipamentos utilizados principalmente para entretenimento. De acordo com o balanço, hoje são cerca de 188 milhões de computadores em uso (corporativos ou domésticos) três equipamentos para cada cinco habitantes.
A pesquisa é importante porque afirma que os brasileiros passaram a ter mais acesso à tecnologia. Os computadores, se bem utilizados, são importante ferramenta pedagógica e de trabalho e fonte inesgotável de conhecimento. No entanto, mais uma vez fica evidenciado o problema da falta de infraestrutura brasileira; nesse caso, aponta-se para a internet e o tráfego de dados. Muitos municípios do interior do País não têm acesso à rede mundial de computadores e até mesmo em cidades maiores e capitais a velocidade é baixa e o sinal não chega a todos os locais.
Melhorar o acesso à internet é mais um dos desafios a serem superados. De nada adianta a popularização dos equipamentos eletrônicos se serão subutilizados. É preciso o desenvolvimento de um plano de ação, com o estabelecimento de metas e de punições em caso de descumprimento. A revolução digital tem que acontecer e é de fundamental importância para o desenvolvimento do País.





