Curitiba - Os empresários Marcelo Michelato e Maria Angela Alves não dispensam o horário do café. "É um hábito pensado", disse ele. "Fazemos reuniões criativas. As nossas ideias surgem no momento de descontração", contou ela.
Marcelo considera que o momento do café é o "segundo escritório". Eles trabalham com moda. Os dois costumam ter duas paradas diárias "sagradas" para o cafezinho - às 10 horas e depois do almoço, sempre fora da empresa. Cada intervalo dura de 15 minutos a meia hora. "A gente sempre vai nos mesmos lugares", disse. Eles costumam também fazer reuniões com os clientes em cafés da cidade. "Não fica com cara de compromisso", disse Maria Angela.
A relações públicas Paula Schutze costuma fazer uma parada depois do almoço todos os dias e sempre em um local fora do escritório. "É importante ter um café perto de onde você trabalha. Dá para vir a pé", disse. A revisora Hellen Guareschi concorda. "Você consegue desligar. A cabeça fica mais descansada para trabalhar. A gente volta com ânimo renovado", destacou.
Segundo o dono do Hacienda Café, Canaití Bejarano, os horários de pico do cafezinho são entre 10 e 11 horas e das 12h30 às 14 horas. Ele disse que as pessoas procuram a bebida como um ritual para dar uma "quebrada" no ritmo de trabalho e ficam no local de cinco a dez minutos. Os mais pedidos são o café expresso e o expresso com leite. (A.B.)

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