Diversas entidades de Londrina e Foz do Iguaçu que prestam atendimento à criança e ao adolescente se reunirão hoje em Curitiba com a procuradora estadual do Trabalho, Margareth Matos de Carvalho. Na pauta, a discussão sobre a violência envolvendo menores nas duas cidades e a existência de uma suposta lista de 30 adolescentes londrinenses que estariam jurados de morte.
  A existência da lista foi mencionada no início da semana passada pela procuradora em um ofício onde ela convoca as entidades para debater a questão na Procuradoria do Trabalho da 9ª Região, na capital do Estado.
  No ofício, ela destaca as ‘‘preocupantes estatísticas’’ de crimes envolvendo menores. Margareth cita o exemplo de Londrina, onde ‘‘foram executados 46 jovens e adolescentes’’ apenas neste ano. ‘‘Os adolescentes informaram às autoridades locais que circula uma lista relacionando 30 adolescentes ‘marcados para morrer’’’, alerta a procuradora.
  O delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, solicitou explicações à Procuradoria pois considera que primeiro deve-se checar a veracidade da existência da lista.
  Em entrevista à Folha, Margareth disse que não tem a relação com os nomes dos menores jurados. ‘‘Quando estive em Londrina, numa discussão sobre trabalho infantil, soube da existência dessa lista, mas nunca vi. Temos que descobrir se há risco concreto desses adolescentes serem assassinados e achar uma forma de protegê-los’’, destacou.
  A promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Cristina da Silva Souza Coelho, e o diretor do Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator, Márcio Filla, asseguraram que não tinham conhecimento da existência da lista até a procuradora mencioná-la.

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