Oilson Nassar Ribas
Esses políticos usurpadores, que não realizaram nada em 1999, querem agora, em convocação extraordinária votar projetos que argumentam ser de interesse nacional. Mais uma grande mentira. Cada um vai receber por essa convocação R$ 24 mil. Só que na quinta-feira passada, não havia quórum, poucos compareceram. Tudo ficou para hoje. Só que já estão ganhando desde o dia 4. E tudo isso oficialmente anunciado pela imprensa sem o menor pudor.
Essa postura arbitrária e antiética de nossos representantes vai custar ao País R$ 19 milhões e representa apenas uma pontinha do iceberg. Será que podemos esperar alguma coisa séria e justa dessa classe que só nos traz indignação e desdém? Quase tudo que fazem parece legal, mas tem muito de imoral. E isso não é muito diferente no poder municipal e no estadual.
Estamos tentando peneirá-los com nosso voto há 30 anos. É muito tempo para pouco resultado e tantos dissabores e sofrimento de nosso povo. Mas nós somos os maiores responsáveis, por darmos amém a tudo que eles fazem. Não podemos mais só votar nos candidatos menos ruins. Nosso pior inimigo e maior adversário é nossa própria ignorância e omissão.
Precisamos nos organizar e nos associarmos com todos os segmentos sociais e entidades de classe, apresentando e fazendo valer propostas e programas de governo de forma prática e específica. Como por exemplo, de tudo que for pago de impostos no município, como água, luz, telefone etc, tem que ficar 50% no próprio município. Como contribuintes, temos o direito inalienável de opinar e priorizar onde, como e quando devem ser aplicados os recursos. Isso tudo através de um conselho especial da comunidade, escolhido e formado por pessoas comprovadamente incorruptíveis e irrepreensíveis. Temos em nosso meio pessoas e cidadãos realmente competentes e honrados, que por ideal e amor já vêm servindo a comunidade e se sentiriam honrados em servir de forma mais abrangente os seus semelhantes.
Assim, haverá milhões de reais, provavelmente mesmo alguns bilhões de reais em recursos para serem usados e aplicados com planejamento e prioridade, os quais não serão desviados e nem surrupiados. Só em nosso Estado, temos 5,5 milhões de consumidores de água, 2,7 milhões de consumidores de energia elétrica, afora telefonia etc. Pagamos 25% de ICMS. Anos atrás, não havia esse tributo. Atualmente, pagamos essa exorbitância e outros impostos e cada vez mais os caixas do poder público se tornam insaciáveis, e para piorar ainda os problemas e as necessidades sociais, não são equacionados pelos organismos oficiais, sendo que o governo se mostra cada vez mais incapaz e insensível.
Não vejo razão alguma para continuarmos sendo explorados com um Estado inchado e com dirigentes e administradores corruptos e incompetentes, colocados por nós próprios no poder e ainda colhermos seus reflexos, sobejamente maléficos e insustentáveis, levando aos menos favorecidos uma condição de vida subumana e insuportável, gerando ainda mais promiscuidade, criminalidade e insegurança.
Certamente, como filhos de Deus e discípulos de Jesus Cristo na Terra, teremos que prestar conta por nossa indiferença e omissão. É inconcebível um país como o nosso, dotado de todas as potencialidades e recursos, ter um povo pobre, doente e endividado. Não devemos aceitar mais desculpas e justificativas mentirosas e levianas, pois estamos passando por idiotas, palhaços e covardes.
Não precisamos ser violentos e agitadores, mas apenas precisamos usar a força da unidade. Dessa forma, podemos contestar, cobrar e fazer valer nossos mais legítimos direitos. Nossos deveres são cumpridos com o pagamento de impostos. Em contrapartida, o retorno é uma questão legítima, imperativa e sagrada, em todos os seus aspectos.
Com 50% dos impostos retidos no município de origem, criaríamos mecanismos para trazer soluções rápidas e concretas nas áreas de emprego, saúde, educação, segurança etc. Não podemos mais ser dirigidos por falsos líderes. Nosso modelo político é superficial e perdulário. Mesmo que tenhamos uma Constituição inspirada, as leis precisam ser cumpridas e respeitadas. A impunidade mancha nossa imagem e credibilidade interna e externa. Os homens públicos de nossa Pátria conhecem a realidade e suas necessidades mas pouco ou quase nada fazem para dirimi-la.
Nossos políticos não têm trazido soluções para combater suas causas, muito menos seus efeitos, dos quais eles são os maiores geradores, por serem muito teóricos e genéricos em vez de práticos e objetivos, sem levar em conta ainda seu caráter e probidade.
Os Três Poderes precisavam estar muito mais irmanados nas soluções de todas as suas nobres causas. Porém, sua imagem e credibilidade têm-se agravado com os acontecimentos que têm vindo à tona. Até parece um grande jogo de interesses escusos. Vendo as coisas pelo prisma da coerência, somente com nossa postura, atuação e exemplo de homens verdadeiramente cristãos é que traremos respostas e soluções para suprir os anseios de toda a coletividade.
Com as medidas propostas, não haveria uma criança carente, assim como um idoso e uma gestante, sequer um desempregado em nossos municípios, a não ser aqueles que precisassem se converter de seus maus caminhos.
Só haverá soluções justas e harmoniosas onde existe inspiração, discernimento, boa vontade e responsabilidade naqueles que não buscam seus próprios interesses, mas acima de tudo fazem o que é certo aos olhos de Deus para ao bem de todos, quando todos ganham e se tornam prósperos e felizes.

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