O setor de locação de imóveis foi sensivelmente afetado pela greve da Universidade Estadual de Londrina (UEL) na avaliação de José Luiz de Assis, delegado do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi). Segundo ele, nas empresas em que os universitários têm participação expressiva na carteira o movimento teve retração de até 50%, com tendência de se agravar mais, caso o movimento perdure por mais algum tempo.
Ele acrescenta que dos 500 imóveis para alugar da carteira de sua imobiliária, cerca de 50% se destinam a universitários e, nesse período, o normal seria ter alugado pelos menos 80 novos apartamentos. ‘‘Mas, ao contrário dos anos anteriores, continuamos com um bom estoque de apartamentos vazios e, o pior, com média de rescisão de 15 contratos por mês. São alunos que estão indo embora’’, diz.
Assis informa que no Condomínio Cidade Universitária, nas proximidades da UEL, sua imobiliária tem 50 apartamentos à espera de inquilinos. ‘‘Tínhamos inúmeros apartamentos reservados para serem ocupados com o início do ano letivo’’, lamenta. Segundo ele, em um prédio de 16 apartamentos recém-construído e próprio para estudantes, no centro de Londrina, nenhum foi alugado. E anuncia que novo bloco, com 96 apartamentos para locação, foi concluído. Só que não há previsão de ‘‘quando os inquilinos vão chegar’’.

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