Reta final
Quatro equipes de reportagens da Folha de Londrina acompanharam, na sexta-feira, as atividades dos quatro principais candidatos ao governo do Paraná segundo pesquisas oficiais. Um trabalho que faz parte da política editorial deste jornal, cujo alicerce é a informação isenta de interesses, que não sejam os do leitor. E, neste caso, principalmente dos eleitores.
O resultado é conferido na edição deste domingo. Alvaro Dias, Roberto Requião, Beto Richa e Padre Roque tiveram nos seus calcanhares, na sexta, os profissionais Maria Duarte, Cristiane Oya, Marcos Spíndola, Lúcio Flávio Moura, Cesar Augusto, César Marinho e Karina Yamada. Os candidatos não foram entrevistados, pois o que se busca com este tipo de cobertura é o clima das campanhas eleitorais.
O papel do repórter, então, é o de relatar o que observa e até o que um fundinho de bastidor deixa escapar eventualmente. Um cochilo do candidato durante o percurso entre uma comunidade e outra, um momento de nervosismo, a afeição demonstrada por algum eleitor mais afoito, um descuido qualquer.
E pode ser que este acompanhamento permita evidenciar o lado bom do candidato considerado ruim. Ou, o contrário. Daquele homem público aplaudido ou condenado após os posicionamentos nas tribunas dos legislativos, ou nos gabinetes dos governos estaduais ou da presidência, permite-se extrair o cidadão sem cor partidária.
Tomara que esta face do candidato se sobressaia. Este que visitou favelas, comunidades carentes, viu de perto a pobreza e a esperança que a população tem de um futuro melhor deve ter um coração, que o leve ao bom senso no ato de legislar ou administrar estados e nação.
Walter Ogama





