Resultados positivos já aparecem
Apesar dos cães estarem sendo usados há pouco tempo, já há resultados positivos. Um deles, foi a queda nas faltas das crianças. Outro, está na melhora física. ''Antes, a relação peso/altura reduzia em média 2% a 3%. Agora, em três meses essa relação já passou para 5% a até 9%'', conta Mônica. Gustavo é um exemplo: ''Eu me achava bem gordinho, mas agora estou segurando um pouco na comida''. Segundo a mãe, nas férias do ano passado ele engordou quatro quilos. Desta vez, só recuperou um quilo.
''Eu detestava rúcula, agrião, nabo, espinafre'', diz a irmã de Giovanna, Cinthia Schischoff, de 9 anos, fazendo uma cara feia de nojo. Ela admite que ainda está longe de colocar eses alimentos em sua lista de preferidos, mas já consegue - e até gosta - comer cenoura, beterraba ralada, alface, tomate, entre outras verduras. ''Eu queria que tivesse consulta todo dia'', diz Giovanna, deixando claro que os cães são seu grande incentivo no tratamento. Cinthia diz a mesma coisa. ''A gente se preocupa em acordar cedo para a consulta, cumprir as metas e não fazer o que não é indicado.''
Os animais, na verdade, servem como complemento ao tratamento. As consultas acontecem a cada 15 dias. Quando não chove, os voluntários aparecem com os cães. Um dos objetivos com o uso do cão é aprender a ter controle. Para isso, a criança, e às vezes até os pais, tem que levar o cão na coleira, sem deixar que ele tome o controle da situação.
Mônica ressalta outras vantagens. Os cães ajudam a aumentar a auto-estima, normalmente em baixa para quem tem problemas com a balança, reduzir a ansiedade, aumentar a concentração. Há, também, benefícios físicos, como a melhora nos batimentos cardíacos, aumento da resistência. Letícia Cassiane de Oliveira, 9 anos, é outro exemplo dos bons resultados psicológicos com o tratamento. ''Eu achava feio gente gorda. Hoje estou mais feliz, gosto dos cachorros, emagreci.'' Questionada sobre sua fruta ou verdura preferida, diz: ''Tem tantas que eu mais gosto''. (M.G)





