Restaurante Popular: a reforma não pode servir de desculpa para abandonar quem mais precisa
"Causa estranheza que uma obra planejada não tenha sido acompanhada de um plano de contingência igualmente planejado"
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de junho de 2026
"Causa estranheza que uma obra planejada não tenha sido acompanhada de um plano de contingência igualmente planejado"
Restaurante Popular: a reforma não pode servir de desculpa para abandonar quem mais precisa
Li com preocupação a notícia sobre a decisão da Prefeitura de Londrina de não adotar nenhuma alternativa para atender os usuários do Restaurante Popular durante os 17 meses previstos de reforma da unidade.
É evidente que a reforma é necessária. O que não parece razoável é aceitar que mais de 600 pessoas por dia, muitas delas em situação de vulnerabilidade social, simplesmente fiquem sem acesso a uma refeição de baixo custo durante todo esse período.
Causa estranheza que uma obra planejada não tenha sido acompanhada de um plano de contingência igualmente planejado. Quando uma escola entra em reforma, busca-se uma alternativa para os alunos. Quando uma unidade de saúde fecha temporariamente, procura-se remanejar o atendimento. Por que com o Restaurante Popular seria diferente?
A alegação de inviabilidade financeira e operacional não pode encerrar a discussão. Cabe ao poder público justamente encontrar soluções para problemas complexos, especialmente quando envolvem segurança alimentar e dignidade humana. Espaços provisórios, parcerias com entidades sociais, cozinhas comunitárias, convênios com restaurantes credenciados ou mesmo um modelo de auxílio temporário deveriam ter sido estudados e debatidos antes do fechamento.
O que está em discussão não é apenas uma obra pública. Estamos falando de pessoas que dependem diariamente desse serviço para garantir uma alimentação adequada.
Uma cidade que se orgulha de seu desenvolvimento não pode tratar a interrupção de um serviço essencial como um simples problema administrativo. A reforma do prédio é importante, mas a preservação da dignidade das pessoas é ainda mais.
Espero que a Prefeitura reavalie sua posição e apresente uma solução temporária para que a população mais vulnerável não seja a principal prejudicada por uma obra que deveria, em última análise, beneficiá-la.
Luciana Cotrim Teixeira - Administradora de Empresas e estudante de Psicologia
***
Um tal de Marco Rubio
Mais uma vez, o presidente Lula peca em seus discursos para sua plateia, movida pelas claques que aplaudem e gritam a seu favor. Porém, contra a política externa do Brasil, ele cada vez mais se chafurda na lama.
Desta vez, em Catalão (GO), cita que não sabe quem é esse tal Marco Rubio, porque a “química reversa” agora foi tratada com Trump.
Caiu como uma bomba a fala do secretário de Estado americano ao citar o alinhamento do Brasil com a China, para a qual já fez doações de terras raras; com a Rússia, onde apoiou Putin; e com a Nicarágua, onde apoia o ditador Daniel Ortega. Tudo isso para ficar bem com os covardes ditadores. Faltou citar apenas um, que está em solo americano: Maduro.
Esse é o presidente que insiste em colocar a culpa em Flávio Bolsonaro, que agora cita até o Pix, que não foi criado em sua gestão.
Destemperado, arrogante, prova do seu próprio veneno e agora sabe quem é o secretário de Estado Marco Rubio.
Pobre Brasil, que mais uma vez sai perdendo, porque as novas tarifas de 25% atingem 45% de nossas exportações e os médios empresários, que também sofrem aqui com juros altos.
Esse é o Brasil, o resto é o resto.
José Pedro Naisser


Patrícia Maria Alves
Editor e Gerente de Produtos Digitais


