O caráter de rápida transformação no meio ambiente, aqui entendido como todo o espaço em volta da empresa, faz com que a mesma possua um caráter de responsabilidade nessas mudanças. Há séculos as empresas absorvem do meio ambiente aquilo que é necessário à obtenção de seu lucro e hoje é visível que elas precisam devolver isso de alguma forma.
Uma das desculpas para que as empresas se neguem a realizar programas de responsabilidade social é a idéia de que apenas o Estado deve ser responsável pela manutenção à sociedade de itens como educação e cultura. Mas é visível que a demanda por esses itens muitas vezes é maior do que a oferta do Poder Público.
Outra desculpa para a empresa não ser socialmente responsável é a questão econômica, já que muitos programas de responsabilidade social exigem incentivos financeiros.
Nesse sentido, apesar da crise econômica atual, a empresa tem um poder de transformação social muito grande. Se ela pode contribuir com a sociedade de forma a minimizar os problemas socioambientais sem comprometer seus lucros, nada mais justo.
Essa responsabilidade social, além de beneficiar os stakeholders (público que se relaciona de alguma forma com a empresa), possui caráter estratégico, já que as empresas socialmente responsáveis são melhor vistas por todos que, de alguma forma, se relacionam com elas, gerando maior volume de negócios e, claro, agregando um valor imensurável.
Todo negócio deve estar apoiado no tripé: ambiental, econômico e social. Cabe ressaltar que muitas empresas não se atraem pela responsabilidade social porque têm uma idéia apenas pela ótica social ou a partir da idéia de Assistência Social, o que não é verdade.
A relação social-ambiental-econômico é formada pelos três respectivos pilares e se um deles está menos desenvolvido, a casa (que representa a empresa) corre sérios riscos de cair. As ações desse tipo não podem ser confundidas com mera filantropia e ação social. Vão além.

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