OPINIÃO DO LEITOR -

Respire fundo


Adriana de Cunto - Grupo Folha
Adriana de Cunto - Grupo Folha

 E lá se vão as listas de metas e objetivos feitos no último Réveillon de 2019. Antes mesmo que terminasse mais um conturbado ano, a crise inciava do outro lado do mundo. Distante se relacionarmos os quilômetros, mas muito próximo quando mensuramos o óbvio, o nosso oxigênio. 

Está no ar, veio pelos ares através de hospedeiros humanos, que inocentemente espalharam um vírus que deixa os que sofrem com ele com falta de ar. Nesta agilidade atemporal não tivemos tempo de tomar fôlego e erguer a cabeça a tempo de segurar o nosso ar. 



Inimigo invisível que nos tem deixado atônitos de tanto perceber e sentir a sua visibilidade. Sempre haverão culpados por não ter alertado a tempo e por não ter dado a importância que deveria a tempo. Agora estamos presos neste tempo indeterminado, quem diria que um dia tivéssemos de ter medo de estar perto, de sermos tocados até mesmo por aqueles que estão mais próximos da nossa intimidade. Dias difíceis mas não tão tristes, estamos aprendendo dia a dia a nos reinventar dentro do nosso mundo, esvaziando o nosso querer, acontecer e fazer, esvaziando os nossos pulmões para prepara-los num fôlego novo para as novas emoções que viveremos em breve. Porque nada poderá voltar como era antes, no mínimo, por respeito aos que sofreram com a falta de ar e acabaram perdendo. A empatia nesta situação é uma questão obrigatória. 

 Rafaela Bonezzi Junqueira Scicchitano (secretária executiva)  Maringá 


Bolsonaro: inapto ou insano? 

Se já não bastasse o bafafá promovido com o último pronunciamento em cadeia nacional, agora vem o presidente Bolsonaro e decreta a autorização para abertura das igrejas neste período crítico da pandemia do coronavírus, sob a alegação de tratar-se de uma atividade essencial. O próprio Cristo nos ensina em Mateus 6.6 que "quando orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa".  Não resta a menor dúvida que se trata da pressão dos milionários milagreiros que estão aflitos e fugazes pelo imediato retorno do "vamos encher a sacolinha".  Diante de mais este ato irrefletido, trocista e em desfavor do já extenuado cidadão brasileiro, faço minhas as palavras do governador Ronaldo Caiado (GO) dirigidas ao presidente Bolsonaro: "Aí não dá, meu amigo!  



Luiz Alberico Piotto ( servidor público) Cambé 

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