Folha - O que faltou para o senhor ganhar no primeiro turno?
Requião - Faltou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) nos dar os direitos de resposta no horário eleitoral gratuito. Fomos sordidamente atacados pelo Alvaro Dias e sua coligação. O TRE não julgou tudo o que encaminhamos. E eu tive que usar o nosso tempo, o tempo do PMDB, para me defender dos ataques no horário eleitoral gratuito. Mas estamos aí, com a vitória assegurada. Os votos do Beto Richa (o candidato do PSDB) vão se dividir entre o Alvaro e eu. E vou receber os votos da oposição.
Folha - Todo apoio será bem-vindo no segundo turno ou haverá alguma seleção?
Requião - Todo apoio limpo será bem-vindo pelo PMDB. Mas não aceito apoio de corruptos. Não aceito apoio do José Carlos Martinez (PTB), do José Janene (PPB), nem do Tony Garcia (PPB). E não vou aceitar o apoio da banda corrupta da polícia, que apóia o Alvaro Dias.
Folha - Tanto o senhor quanto Alvaro Dias já governaram o Estado. O senhor o sucedeu no Palácio Iguaçu. No que o seu governo foi diferente do dele?
Requião - O meu governo foi popular, não endividei o Estado. Fiz a Usina de Segredo, a manutenção das estradas. Governei o Estado com equilíbrio financeiro.
Folha - Se eleito, o que o senhor pretende fazer diferente do que fez na sua gestão anterior como chefe do Executivo?
Requião - Nada. O que vou fazer é um governo mais experimentado. Vou priorizar a saúde e a educação neste governo, que são muito importantes. Vai voltar o programa Panela Cheia (programa considerado um dos carros-chefe de sua administração, financiou investimentos para aumentar a produção na propriedade rural e custeio da safra de milho e feijão). Também virá um fundo de aval, e seguro de safra. Vou abrir ainda um banco público, de fomento.
Folha - Fazendo um balanço de sua administração anterior, no que o senhor considera que errou?
Requião - Não errei em nada. Fiz conforme as possibilidades, investi na população. O erro desta administração é essa miragem do neoliberalismo.
Folha - Qual o maior defeito e a maior qualidade de seu adversário?
Requião - O maior defeito do meu adversário são as companhias das quais ele se cercou, com oportunismo eleitoral. Ele abandonou o Ciro Gomes (presidenciável pela Frente Trabalhista, PDT-PTB-PPS), no desespero. Mudou cinco vezes de partido. (O candidato do PMDB não citou nenhuma qualidade de Alvaro Dias).
Folha - Se eleito, qual será sua prioridade, a sua primeira medida?
Requião - Minha primeira medida é tomar posse. Não me pergunte isso. Não é uma pergunta inteligente. O governo é um processo.
Folha - Não é difícil fazer campanha contra um ex-aliado?
Requião - Não, não é difícil. Eu faço campanha pelo Paraná, faço minha campanha contra o quatrilho (Alvaro, Janene, Tony Garcia e Martinez). Não acharam defeitos em mim e ficaram tentando me envolver num acidente de trânsito, é uma absoluta baixaria.

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