A notícia de que aumentou o volume de drogas apreendido no Paraná no primeiro semestre do ano é fator de extrema importância a toda a sociedade. Dados da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) mostram que o total de entorpecentes retirados de circulação no período soma mais de 12,6 mil quilos, o equivalente a todo o montante recolhido no ano passado. Também aumentaram as apreensões nas rodovias estaduais.
O combate ao tráfico de drogas deve ser incessante e não pode haver trégua. Também não deve ficar restrito às forças policiais. É preciso que seja desenvolvido um amplo projeto para o trabalho integrado de várias áreas, como saúde, educação, assistência social e política. O Brasil tem aprovada a política nacional antidrogas, que traça diretrizes ao combate ao tráfico e ao tratamento de usuários. Entre os artigos está diferenciação entre usuário e traficante; caracterização do dependente como doente que necessita de tratamento; destaque à prevenção primária, por meio da educação formal e informal; combate à lavagem de dinheiro na repressão, entre outras ações.
São iniciativas importantes. O tráfico movimenta uma grande cadeia de atividades ilícitas, que vai desde o contrabando de armas e munições à coaptação de crianças e adolescentes. Além disso, gera passivo significativo à saúde brasileira, que tem que destinar recursos ao tratamento de usuários. O enfrentamento ao crack, por exemplo, foi considerado problema de saúde pública, mas grande parte das ações ainda não saiu do papel como revelou recente reportagem desta FOLHA.
Além do enfrentamento ao crime, com o aparelhamento das polícias e o aumento do trabalho de inteligência, é importante que seja desenvolvida uma ampla campanha de educação e conscientização a fim de impedir que crianças e adolescentes entrem no mundo do crime. O País não pode continuar a perder parte de sua juventude para os criminosos.

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