Representatividade em Brasília
A dança das cadeiras no Ministério aumentou, ao menos momentaneamente, a representatividade de Londrina na Câmara dos Deputados
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sábado, 01 de março de 2025
A dança das cadeiras no Ministério aumentou, ao menos momentaneamente, a representatividade de Londrina na Câmara dos Deputados
Folha de Londrina 
A dança das cadeiras no Ministério aumentou, ao menos momentaneamente, a representatividade de Londrina na Câmara dos Deputados. A vereadora Lenir de Assis (PT) vai assumir a vaga deixada pela correligionária Gleisi Hoffmann, que passa a ser ministra das Relações Institucionais do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Com o reforço da petista, Londrina passa a ter seis parlamentares na Casa, ampliando de cinco para seis o número de representantes da cidade, lista que inclui Diego Garcia (Republicanos), Filipe Barros (PL), Luísa Canziani (PSD), Luiz Carlos Hauly (Podemos) e Marco Brasil (PP).
Mas o incremento deve durar pouco. Isso porque o atual secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros (PP), vai reassumir sua vaga na Câmara Federal na segunda quinzena de março, fazendo com que Marco Brasil retorne para a suplência.
Lenir, que está em seu quarto mandato na CML (Câmara Municipal de Londrina), ficou como segunda suplente em 2022, quando concorreu a deputada e fez 12.662 votos. O primeiro suplente do PT era Elton Welter, que ficou com a vaga do ex-deputado Enio Verri, que, em 2023, renunciou ao cargo para assumir a direção-geral da Itaipu Binacional.
O trânsito direto com o governo federal pode ser um dos diferenciais da petista, que diz que quer ser um “elo” entre os municípios e o presidente Lula. Seja no direcionamento de emendas, na defesa de políticas que favoreçam o desenvolvimento regional ou na intermediação junto ao governo federal, Lenir tem diante de si uma oportunidade única para mostrar resultados.
A região de Londrina tem pontos relevantes que tramitam na esfera federal que já são acompanhados de perto pelos atuais deputados federais, principalmente na infraestrutura, como a definição da concessão rodoviária, o modal ferroviário e melhorias para o aeroporto. Espera-se que as divergências políticas não sejam impedimento para uma articulação conjunta entre os representantes, uma vez que os temas são de interesse comum e de extrema relevância para a região.
Exemplo disso foi o diálogo entre o presidente Lula e o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), que permitiu que o projeto do túnel submerso entre Santos e Guarujá, no litoral paulista, enfim avançasse, após décadas de tratativas fracassadas. As posições políticas divergentes não devem ser um impedimento quando o assunto é o desenvolvimento que traz benefícios para a população.
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