A Folha publica hoje reportagem com a posição do Ministério Público do Trabalho sobre a queixa manifestada na edição de ontem pela entidade mantenedora do serviço de Zona Azul – estacionamento regulamentado – em Londrina.
No texto jornalístico de ontem, fiscais desse serviço regulamentado reclamam de insegurança, pois estariam sendo ameaçados por menores infratores que perambulam por algumas ruas onde o estacionamento regulamentado existe. Ou permitem que esses infratores pratiquem arrombamentos de veículos, ou correm risco de vida.
O posicionamento do Ministério Público, conforme a reportagem de hoje, é claro e objetivo: elimina-se o serviço, que inclusive caracterizaria o uso irregular de adolescentes na venda dos cupons da Zona Azul.
Sabe-se que o estacionamento regulamentado foi instituído visando amenizar um problema social, justamente o desses meninos que, uniformizados, comercializam os cupons. E deve ficar bem claro que o serviço não garante segurança para o dono do carro, pois paga-se pelo uso e ocupação do espaço onde o veículo é estacionado.
Quanto à posição do MP, deve ficar claro que, além de expressar correta e rigorosamente a lei, espelha a tomada de importante atitude em relação a um problema antigo, já muito debatido e ainda sem solução.
Especificamente sobre a participação jornalística da Folha nesta questão, reflete o papel de um veículo de comunicação, que ouve a comunidade, coloca em debate um problema e participa da busca de soluções.
Walter Ogama

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