Repensar o consumo e o cuidado com o meio ambiente
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quarta-feira, 03 de março de 2021
Folha de Londrina 
O surgimento de um novo vírus que se multiplicou em escala global coloca o respeito ao meio ambiente como uma ordem prioritária para a humanidade. Sabe-se que a convivência entre diferentes espécies de animais e o homem proporciona uma situação favorável para o surgimento de novos vírus. O crescimento populacional expandindo para novas áreas de florestas, por exemplo, é um fator para que esses organismos se desenvolvam e ganhem o planeta, como aconteceu com o Sars-CoV-2.
Mas será que a pandemia do novo coronavírus deixará como legado uma maior conscientização ecológica? Por enquanto, não há sinal de uma mudança comportamental. Uma prova disso é a CTR (Central de Tratamento de Resíduos), localizada no distrito de Maravilha, em Londrina, que recebe cerca de 11 mil toneladas de lixo domiciliar , sendo que 40% desse volume correspondem a materiais recicláveis. São objetos e materiais que poderiam ter sido separados nas residências e destinados para reaproveitamento.
Uma das principais dificuldades geradas pela falta da segmentação correta dos materiais é a diminuição da vida útil da CTR, como a FOLHA mostrou em reportagem nesta terça-feira (2). Construído há mais de dez anos para substituir o aterro do Limoeiro, na zona leste, o espaço compreende uma área de 30 alqueires, no entanto, somente 190 mil metros quadrados são passíveis para aterramento, o que compreende a construção de até 13 valas.
Daqui a três meses uma sexta vala deverá entrar em funcionamento, com capacidade para receber 430 mil metros cúbicos de resíduos. O tempo médio estimado para a ocupação total desta valeta é de três anos e meio. A última vala havia sido liberada no começo de 2018 e está próxima de esgotamento. Quando foi inaugurada, a CTR tinha previsão de uma vida útil de 29 anos. Mas a prefeitura acredita que esse tempo cairá para 25 anos.
A baixa destinação correta do lixo reciclável no município mostra que o londrinense está carente de educação ambiental e a realização de campanhas de conscientização poderiam ser uma boa alternativa para aumentar o engajamento do cidadão com boas práticas ambientais.
Problemas como a poluição e o aquecimento global estão na pauta com mais frequência do que a reciclagem do lixo. Todas são questões que merecem ser discutidas e precisam ser temas de ações educativas e projetos públicos. Não podemos continuar vivendo em uma sociedade que preza pelo desperdício e pelo individualismo. É hora de repensar o nossa cultura de consumo e de cuidado com o meio ambiente.
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