Remédios vão ter aumento médio de 4,32% neste mês
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terça-feira, 22 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Brasília - Os remédios terão um reajuste médio de preço de 4,32% a partir do dia 31. O índice de aumento em alguns produtos pode chegar a 5,83%. Um novo reajuste só deverá ocorrer no início de 2003. O aumento foi autorizado ontem pela Câmara Setorial de Medicamentos, órgão formado por representantes dos ministérios da Fazenda, Saúde, Justiça e Casa Civil. O reajuste anual nos preços dos remédios foi estabelecido por lei sancionada no final de 2000.
A mesma legislação criou a câmara que regula os preços, cancela e libera o registro de marcas e define novas regras para o setor de medicamentos. Os novos preços levam em conta índices econômicos como INPC e IPA e variações do dólar, do franco e do marco alemão, moedas que regulam a importação de muitos medicamentos ou matérias-primas usadas pela indústria farmacêutica.
Desde o início do mês, a indústria farmacêutica pressionava o governo a autorizar um aumento médio de 7%. Os empresários alegavam que o setor foi atingido, no decorrer do ano passado, pela inflação e pelo aumento nos preços das substâncias usadas na fabricação dos remédios.
A autorização de aumento de preços estava marcada para o dia 8, quando a Câmara dos Medicamentos se reuniu pela primeira vez neste ano. Mas os integrantes do órgão decidiram esperar análises de técnicos da área econômica sobre impactos da inflação no setor. A resolução que aprova o reajuste foi enviada ainda ontem para publicação no Diário Oficial da União.
Até a próxima semana, os laboratórios farmacêuticos deverão apresentar à Câmara o preço específico de cada medicamento antes de alterar os preços nas prateleiras. A previsão é que até o final do mês as listas com os novos valores estejam à disposição das farmácias e drogarias.
O reajuste por empresa está limitado à mesma média, de 4,32%. Os fabricantes terão de reduzir a margem de aumento de determinados remédios ou mesmo diminuir preços atuais de outros produtos de sua linha de comercialização para poder efetuar reajustes superiores a essa média.
Em 2001, o aumento médio nos preços dos remédios liberado pelo governo foi de 1,67%. O reajuste máximo chegou a 3,5%.


