Remédios melhoram qualidade de vida
A descoberta de novos medicamentos melhorou muito a qualidade de vida dos doentes de Aids, principalmente das crianças, que têm uma adaptação excelente aos remédios. A maioria das drogas é administrada na forma de comprimidos, de 12 em 12 horas. Isso garante que os pacientes tenham uma vida praticamente normal.
''Eles frequentam a escola, participam de atividades extra-classe, viajam, vão aos clubes, enfim, fazem tudo que os colegas também fazem'', explica a médica Jaqueline Capobianco. Segundo ela, eles também têm chances de ter uma adolescência normal. ''O maior cuidado nesta fase é com a questão do sexo. Nós orientamos todos eles a usar preservativos, explicamos como se faz isso, esclarecemos sobre os riscos que eles e os parceiros correm. Também ensinamos mecanismos para evitar uma gravidez e aconselhamos todos a contar para os parceiros que têm a doença'', explica.
Ela diz que é preciso respeitar a liberdade de cada um e acredita que todos estão suficientemente amadurecidos para tomar decisões responsáveis. ''Eles não são como os outros adolescentes, neste aspecto. Eles vivem com a Aids, sabem do medo, do preconceito, eles vêem o que a Aids fez nos pais deles, portanto, eles se cuidam e também cuidam dos outros.''
Para apoiar o que diz, Jaqueline mostra que em outros países esse tipo de terapia está dando certo. ''Já existem netos da Aids nos Estados Unidos, onde pais aidéticos conseguiram ter filhos livres do vírus.''





