Rio Branco Os diretores da Ricco Linhas Aéreas reafirmaram ontem que a prioridade da empresa é o conforto das famílias, e que o mau tempo provocou o acidente com um de seus aviões, sexta-feira, a cerca de oito quilômetros de Rio Branco, no Acre. A aeronave um Brasília da Embraer caiu nas proximidades do Aeroporto Internacional de Rio Branco, matando 23 pessoas. O Departamento de Aviação Civil (DAC) deve divulgar em 15 dias um laudo preliminar do acidente.
''Só vi quando um relâmpago forte clareou a chuva'', contou Luis Wanderlei da Silva, um dos oito sobreviventes da queda do avião. Outros sobreviventes também viram um raio e sentiram uma rajada de vento atingir o avião ao fazer a aproximação de pouso.
O governo do Estado e as prefeituras de Rio Branco e Cruzeiro do Sul decretaram luto oficial por três dias.
Já o Fokker 100 da TAM que fez um pouso de emergência na sexta-feira na zona rural de Birigui, em São Paulo, deixando quatro de seus 29 ocupantes feridos, virou atração para os moradores da região. O proprietário do sítio onde ocorreu a aterrissagem forçada, Marcos Trabalon, estimou que só ontem mais de 2 mil pessoas passaram por lá para ver de perto o avião. É tão intenso o movimento durante o dia que atraiu vendedores de caldo de cana e algodão doce.
Trabalon informou que representantes da TAM o informaram que a empresa vai indenizar seu prejuízos. O início do desmanche do avião estava previsto para anteontem mas foi adiado para hoje. Técnicos do DAC vistoriaram o Fokker sábado e comentaram informalmente que duas hipóteses estão sendo consideradas sobre a pane: vazamento ou contaminação do combustível.

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